No começo, achei que o Full Assist fosse um recurso para quem não leva jeito com jogos de ação.
Mas, ao testar na dificuldade CHAOS do Endless Ragnarok, em Granblue Fantasy: Relink, minha impressão mudou bastante.
A IA é forte demais
Os aliados controlados pela IA
- desviam muito bem,
- causam dano de sobra,
- e nas fases normais quase fazem tudo sozinhos.
O jogador vira uma espécie de "diretor":
- monta os equipamentos,
- escolhe a dedo os Sigils (os itens de melhoria equipáveis),
- forma o grupo,
- e só mexe nas mecânicas realmente necessárias.
Como funciona em cada chefe
Pelo que testei:
- Sesuraka: dá para deixar quase no automático
- Ennugi: funciona deixando mais ou menos no automático
- Id: as fases normais funcionam quase sozinhas
- Proto Bahamut: quase tudo funciona, exceto as mecânicas especiais
O Proto Bahamut foi a maior surpresa.
Alguns golpes grandes é melhor desviar na mão, mas, com dano alto, mesmo que você leve uns hits ou alguém caia, a IA passa por cima e vence na marra.
Menos mecânica, mais DPS
Depois que aumentei bastante o dano,
ficou mais comum passar pelos checks de DPS (as partes em que é preciso causar certo dano em pouco tempo) sem precisar guardar o ataque supremo para as mecânicas.
Mais do que "resolver a mecânica",
o importante passa a ser
"manter o ambiente em que a IA consegue continuar batendo".
O jogador está sobrando?
Falando de forma extrema,
a IA luta,
e o jogador cuida do desenvolvimento e da montagem do grupo.
Assistir às animações e intervir só nas mecânicas necessárias.
Esse jeito de jogar funcionou direitinho.
Claro que não dá para largar todos os chefes de vez.
Mesmo assim,
a IA é tão boa que cheguei a pensar:
"Será que não precisam de mim?"
