Descrição: GPT-6 chegou ao chat, mas a programação ficou com Claude Opus 5.5. Um relato sobre alucinações, limites do Codex, reinícios de uso anunciados por Tibo e uma IA que precisou ouvir: 'Pesquisa isso'.
Um dia abri o ChatGPT e ele já era GPT-6. Meu assistente foi promovido e nem passou no RH para avisar.
A OpenAI começou a liberar o GPT-6 no ChatGPT comum em 7 de outubro de 2026. Uma das mudanças permite iniciar a resposta enquanto o sistema continua raciocinando ou consultando ferramentas.[1][2] Agora faz sentido: a resposta começa logo, mas às vezes demora a ficar inteiramente pronta.
Só que minha maior mudança foi outra. Reorganizei mentalmente o escritório das IAs.
ChatGPT fica na reunião; Claude entrega o código
Para pensar em voz alta, gosto de conversar com o ChatGPT. Jogo uma ideia incompleta, pergunto “e se for o contrário?”, contesto a resposta e continuo. Na minha rotina, os limites de conversa atrapalham relativamente pouco.
Quando o assunto é desenvolvimento, prefiro delegar ao Claude: ler o projeto, encontrar o problema, alterar o código e conferir o resultado. O Claude Opus 5.5, apresentado pela Anthropic em setembro de 2026, tem sido particularmente rápido nessas tarefas para mim.[3]
Como conversar também consome o limite do Claude, guardo essa capacidade para trabalho de verdade. A IA que eu quero na conversa não precisa ser a mesma que eu quero executando uma tarefa.
Menos alucinação não resolve tudo
Na minha experiência, o ChatGPT pago com mais raciocínio inventa menos coisas do que algumas opções leves que testei. Depois do GPT-5.6, as pequenas diferenças ficaram difíceis de perceber.
Isso descreve meu uso, não um ranking medido de erros de ChatGPT, Gemini, Copilot ou Claude.
O pior é a invenção dita com segurança: uma função que não existe, uma fonte que não confirma nada, ou um “corrigi” sem teste. Texto bonito pode dar aparência de verdade ao erro. E respostas curtas demais também são frustrantes quando escondem o raciocínio que eu precisava.
Codex continua na empresa por um motivo inesperado
O Codex é voltado para programação. Mesmo assim, na minha experiência ele é lento e o limite de uso acaba depressa. O que importa é quantas tarefas verificadas consigo concluir por tempo, cota e retrabalho.
Por que ele ainda está na lista? Porque existe o Tibo.
Thibault “Tibo” Sottiaux, da OpenAI, já anunciou publicamente a reposição dos limites de uso do Codex e do ChatGPT Work.[4] Você gasta a cota e, de repente, ela volta. O funcionário reserva reaparece como se tivesse recebido energia grátis num jogo.
Mas esse bônus não tem calendário garantido.
A melhor parte: a IA não pesquisou o nome
Eu disse por voz: “É porque o Tibo reseta o limite”. A transcrição bagunçou o nome. O ChatGPT tentou adivinhar, perguntou de novo e continuou perdido.
Até que saiu a ordem mais simples do mundo: “Pesquisa isso.”
Bastou pesquisar para aparecerem as informações públicas. Nem toda dúvida exige mais inteligência; algumas exigem apenas verificar o nome antes de improvisar.
Minha divisão de trabalho ficou assim: ChatGPT para refletir, Claude para desenvolver, Codex de reforço quando há cota. E, quando tudo falha, ainda sobra ao humano ensinar a IA a usar a busca.
- OpenAI, GPT-6 and Intelligent UI for everyone (2026-10-07) openai.com
- OpenAI, ChatGPT release notes, October 7, 2026 help.openai.com
- Anthropic, Introducing Claude Opus 5.5 (2026-09-22) anthropic.com
- Tibo (@thsottiaux), public Codex / Work usage-limit reset announcement x.com






