Seu dano no Apex não aumenta? Veja quanto tempo você consegue atirar e pare de só correr atrás dos tiros

No Campo de Tiro, você já acompanha melhor os alvos em movimento. Também controla melhor o recuo em média distância.

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Quando o treino de mira não aparece nas partidas

No Campo de Tiro, você já acompanha melhor os alvos em movimento. Também controla melhor o recuo em média distância. Mesmo assim, quando olha o resultado de uma partida, o dano fica abaixo do que esperava.

Antes de acrescentar mais treino contra alvos distantes, vale observar o que você estava fazendo durante a partida. Você anda procurando inimigos, chega ao lugar dos tiros e a luta já acabou. Quando finalmente começa a atirar, toma muito dano, recua para se curar e um aliado cai nesse intervalo. Assim, sobra pouco tempo para usar a mira que você treinou.

Este artigo se concentra nas situações de Battle Royale em que você joga com seu esquadrão. A proposta é pensar no caminho até a troca de tiros e no que fazer depois de entrar nela. Não é deixar de verificar onde estão os inimigos. É usar as informações confirmadas para escolher a próxima posição de onde você poderá atirar.

Dano também não é a única contribuição para a partida. Há momentos em que o necessário é rotacionar para preservar a colocação, se curar, reanimar alguém ou dar cobertura para um aliado recuar. Correr sozinho atrás de números pode desmontar justamente a luta em equipe que você queria melhorar.

Antes do dano, olhe as oportunidades de atirar e o tempo de participação

Ao analisar o dano de uma partida, separe alguns fatores: as chances de encontrar inimigos, o tempo em uma posição de tiro, os disparos que acertaram e a possibilidade de continuar vivo para atacar de novo.

Uma expressão como “tempo vendo o inimigo × precisão” é fácil de lembrar, mas não é uma fórmula para calcular o dano do jogo. Arma, distância, parte do corpo atingida e condição do adversário também entram na conta. Aqui, esses fatores servem como pontos para revisar a partida.

Imagine uma partida em que você só conseguiu atirar em inimigos por cerca de 20 segundos no total e outra em que abriu linhas de tiro várias vezes. Se resumir as duas a “minha mira estava ruim”, sem olhar essa diferença, fica difícil saber o que corrigir. Atirar por mais tempo também não garante a vitória, mas dá para separar a falta de oportunidades da dificuldade de acertar quando elas aparecem.

Você pode continuar treinando o acompanhamento de alvos distantes e ajustando a sensibilidade ao mirar. Ao mesmo tempo, confira se, na partida, estava em uma posição que permitia usar esse treino.

Você segue os tiros, mas sempre chega depois da luta

Procura um inimigo. Encontra e corre até ele. Quando chega, ele já saiu. Começa a procurar de novo. No fim, você parece fazer mais visitas ao local da ocorrência do que participar de combates.

Nessas partidas, tente pensar além da posição atual do inimigo que apareceu ao longe. Uma passagem para dentro do anel, a saída de um prédio ou a ponte para a próxima área podem entrar na lista de destinos se houver chance de o adversário passar por ali.

Mas cravar que “o inimigo vai passar aqui com certeza” também é perigoso. Ele pode escolher outro caminho, ou outro esquadrão pode já estar naquele lugar. Durante o trajeto, observe os tiros, os inimigos visíveis, as marcações e o anel. Prefira uma rota que permita mudar de plano quando a previsão não se confirmar.

Ler o deslocamento dos inimigos não é avançar sem saber onde eles estão nem esperar para sempre no mesmo corredor. É escolher uma possibilidade com base nas informações disponíveis e atualizar essa escolha enquanto você se move.

Use as informações da queda ou do início para decidir o primeiro deslocamento

O guia oficial da EA sobre as ranqueadas apresenta diferentes sistemas de queda. Conforme o sistema usado na sua partida, aproveite o que conseguir observar durante a queda ou nos primeiros momentos. Quando for possível olhar ao redor, confira os esquadrões próximos, além do lugar onde você vai pousar. “Um time na área da direita”, “Dois mais ao fundo”, “Não vi ninguém caindo à esquerda”. Isso já dá assunto para decidir o primeiro movimento.

O importante é separar “não vi” de “não tem ninguém”. As informações da queda e do início são incompletas, e os adversários continuam se movendo depois. Mesmo que você lembre quantos viu e onde estavam, não dependa para sempre de uma informação que pode ter envelhecido.

Se o esquadrão conseguiu juntar recursos com relativa segurança, avalie se vale observar o time vizinho ou ocupar antes uma posição dentro do anel. Mesmo com uma luta ao lado, vocês podem decidir não ir se faltar munição ou cura, se um aliado estiver longe ou se o caminho for perigoso.

Compartilhe o que viu e para onde quer ir com marcações ou avisos curtos. “Quero olhar daqui, atrás dessa cobertura, o time que caiu à direita.” Quando você explica o que pretende verificar, além de indicar o destino, fica mais fácil para os aliados acompanharem.

Crie um sinal para reavaliar o loot: 90 segundos é só um exemplo

Você queria uma arma um pouco melhor. Uma mira 2x também cairia bem. E mais um pouco de munição e de cura. Enquanto esse “só mais um pouco” continua, o inimigo que poderia estar ao alcance dos seus tiros pode ir embora.

Como exercício, escolha um momento para pensar na próxima ação, por exemplo cerca de 90 segundos depois de começar o loot inicial. Esses 90 segundos não são um padrão oficial nem um prazo obrigatório para sair. São um lembrete para não prolongar a busca por itens no automático.

Você tem arma utilizável e munição? Tem como se curar? Como estão sua vida e seu escudo agora? Seus aliados estão prontos? Veja se vocês têm condições de entrar em uma luta na distância que estão considerando, incluindo se você já conseguiu duas armas. Não é preciso começar uma briga só porque o relógio mandou, quando ainda falta tudo.

Depois dessa checagem, decida entre continuar procurando recursos, observar a área vizinha ou rotacionar para o anel. O objetivo não é tratar o loot como vilão, mas separar a preparação necessária da busca que continua só por hábito.

Além do centro dos tiros, observe as saídas e a rota de recuo

Você ouve disparos e corre direto para o centro deles. Quando chega, o esquadrão vencedor já se curou e mais um time apareceu. No fim, vocês podem virar os últimos penetras da festa.

Antes de se aproximar, pense não só em onde estão os esquadrões lutando, mas também em quais direções eles podem seguir depois. A saída de um prédio, a chegada de uma tirolesa, o caminho para o anel ou uma posição elevada com visão da área. Procure um lugar de onde observar e atirar sem precisar entrar no meio da luta.

Isso não significa que uma saída ou uma posição elevada ofereça vantagem automaticamente. Se vocês podem tomar tiros na travessia, há outro time atrás ou você fica longe demais dos aliados, aquela posição pode ser difícil de usar. Pense no lugar de onde vai olhar os inimigos junto com a rota pela qual o esquadrão poderá recuar.

O mesmo vale para aproveitar uma luta entre outros times, o famoso third party. Não decida entrar só porque ouviu tiros. Veja se ainda dá tempo, se vocês conseguem chegar juntos e se existe uma saída caso a luta se prolongue.

Chegar primeiro a uma posição dentro do anel não basta para ela ser boa

Ocupar antes uma posição que permita vigiar os caminhos de quem entra de fora do anel é uma maneira de criar oportunidades de tiro sem correr pelo mapa atrás de inimigos.

Só que, se não há cobertura, vocês ficam visíveis de várias direções ou a próxima passagem pode ser bloqueada, esperar ali pode virar um problema. Além de conferir se estão dentro do anel atual, vale olhar o espaço que conseguem defender e o caminho para a próxima movimentação.

Se ninguém aparecer, reavalie se compensa continuar esperando ou sair dali. Ter uma vista ampla não é o mesmo que conseguir permanecer no lugar por bastante tempo. Em vez de escolher uma posição apenas “porque é alta” ou “porque está dentro do anel”, defina o que vai observar e para onde irá se houver perigo.

Se o objetivo do esquadrão é preservar a colocação, pode fazer sentido deixar um adversário passar sem atirar. Abrir fogo oferece uma oportunidade de dano, mas também pode revelar a posição de vocês.

Antes de atirar, escolha onde vai se esconder depois

Quando aparece um inimigo, dá vontade de colocar a mira nele imediatamente. Antes disso, confira para onde você voltará se ele revidar: uma pedra, uma parede ou a quina de um prédio. Ter por perto um ponto onde um pequeno recuo corta a linha de tiro já muda a maneira de trocar disparos.

Atire, volte para a cobertura, observe o inimigo e os aliados e, se necessário, mude de posição antes de olhar de novo. Crie essas pequenas pausas. Assim fica mais fácil preparar outra oportunidade de ataque do que continuar atirando no aberto, tomar muito dano e precisar se esconder por um bom tempo.

Se você aparece repetidamente na mesma janela ou do mesmo lado de uma pedra, o adversário pode esperar com a mira apontada para lá. Pense se dá para mudar o ângulo por outra janela, uma pedra próxima ou o outro lado da porta, mantendo um caminho de volta à cobertura.

Não é uma regra fixa como “ande cinco metros depois de causar 100 de dano”. Se o destino também estiver sendo vigiado ou você expuser o corpo durante a mudança, pode correr ainda mais risco. Tentar um ângulo que o adversário não está olhando também não garante que ele não revide. Buscar “dano grátis” e perder a rota de volta não compensa.

Você consegue ver o mesmo inimigo que seus aliados? Outro ângulo pode virar isolamento

Seu aliado está atirando, mas você ainda está no caminho. Ou perdeu o inimigo de vista e não sabe para onde mirar. Nesses momentos, além da precisão individual, vale revisar se sua posição permite entrar na luta.

Vocês não precisam se amontoar exatamente no mesmo lugar. Ver o mesmo adversário de um ângulo um pouco diferente pode dificultar que ele se proteja de todos usando uma única cobertura. Mas dar uma volta grande e ficar sozinho, sem ajuda ao alcance, produz o efeito contrário.

Também não é uma ordem para “atirar agora porque meu aliado está atirando”. Se você está se curando, sem munição ou atravessando uma passagem perigosa, avise. Compartilhar quando poderá se juntar ao time ajuda a coordenar o próximo movimento mais do que forçar uma espiada e cair.

O guia da EA para iniciantes também explica como usar marcações para compartilhar posições inimigas e direções de movimento. “Estou olhando daqui”, “Vou me curar”, “Vou recuar até essa cobertura”. Além de marcar o inimigo, dizer o que você consegue fazer agora também prepara o esquadrão para atacar junto.

Não corte a cura: planeje também como voltar à luta

Você passa muito tempo escondido toda vez que toma dano? Vale investigar. Mas não transforme isso na conclusão de que precisa aguentar sem cura para causar mais dano. Se for derrubado, você perde as próximas chances de atirar e reduz a margem de ação dos aliados.

O guia de prática da EA também recomenda usar cobertura e se curar. Além da vida e do escudo restantes, confira se o adversário está avançando, se há cobertura e se um aliado pode ajudar. Com a mesma quantidade de vida, uma situação pode permitir uma cura segura e outra pode tornar perigoso até continuar naquele lugar.

  • Se tomar muito dano, corte a linha de tiro e volte para um lugar onde possa se curar.
  • Se o inimigo estiver avançando, considere avisar os aliados, se mover ou ganhar tempo com os equipamentos e as habilidades disponíveis.
  • Mesmo perdendo só um pouco de escudo, não force outra espiada pelo mesmo lugar se o adversário estiver mirando ali.
  • Quando um aliado criar uma vantagem, confira se você tem condições de acompanhar.
  • Se estiver isolado, veja como se reagrupar antes de insistir em mais um disparo.

O inimigo também pode se recuperar enquanto você se cura, mas isso não significa que ele sempre recupere tudo ou faça isso no mesmo momento. O importante não é reduzir mecanicamente a quantidade de curas. É diminuir o dano recebido antes de precisar delas e pensar de onde você voltará ao combate depois.

Sem mira 2x, planeje a luta na distância em que você consegue enxergar

Sem uma mira 2x, pode ser difícil acompanhar um inimigo distante. Isso não obriga você a continuar trocando tiros numa distância em que mal consegue vê-lo.

Até que distância você acompanha o adversário com a arma e a mira atuais? Dá para chegar até lá usando cobertura? Em vez de se aproximar, seria melhor observar a rota dele de outro lugar? Comece procurando espaço para mudar o local e a distância da luta.

Claro que nem todo problema de visibilidade vem da distância. As configurações de imagem do jogo e o quanto você está acostumado com elas também mudam a percepção. Se for testar ajustes, não altere muitas opções de uma vez. Confira no Campo de Tiro se consegue acompanhar tanto o alvo quanto o que acontece ao redor. Não existe um único campo de visão ou uma única sensibilidade que sirva para todo mundo.

Ainda é cedo para concluir que um zoom externo resolveria tudo. Use referências como o guia da EA de configurações do Apex para PC e comece verificando os ajustes de visualização disponíveis no próprio jogo. A maneira de ampliar a imagem também pode mudar a visão do entorno, então não avalie só pelo tamanho do inimigo no centro da tela.

Anote só quatro coisas ao lado do resultado

Ao revisar a próxima partida, faça anotações curtas junto ao dano total. Não precisa preencher uma tabela minuciosa depois de cada jogo. O que você conseguir lembrar já serve.

  1. Quanto tempo levou até você participar do primeiro combate?
  2. Em quantas situações você realmente entrou na troca de tiros?
  3. O que estava fazendo quando seus aliados atiravam?
  4. O tempo sem atirar foi necessário para cura e deslocamento ou veio de indecisão e de perder o inimigo de vista?

Levar de três a cinco minutos até o primeiro confronto ou trocar tiros só uma ou duas vezes não torna a partida ruim por si só. Isso depende do ponto de queda, da situação do esquadrão e do objetivo do jogo. Mas, se em condições parecidas você sempre passa muito tempo no loot e não encontra ninguém, pode experimentar pensar no próximo deslocamento mais cedo.

Por outro lado, se você consegue atirar de posições favoráveis várias vezes, mas erra os disparos, isso é motivo para retomar o treino de mira ou de distância de combate. Não conte a cura necessária como tempo desperdiçado. Escolha uma situação que pareça possível mudar.

Experimente um objetivo por partida, durante três partidas

Tentar mudar tudo ao mesmo tempo pode sobrecarregar sua cabeça durante a luta. Para treinar, teste cada um dos três exercícios abaixo em uma partida diferente. Não é um teste que comprove evolução em três jogos, mas um pequeno roteiro para se acostumar a revisar suas decisões.

Partida 1: use uma vez a informação da queda ou do início para conversar sobre a próxima rota

Um esquadrão à direita, dois ao fundo, nenhum que você tenha visto à esquerda. Lembre e compartilhe o que conseguiu confirmar conforme o sistema de queda da sua partida. Antes de se mover, veja se essa informação ainda parece útil e pense em possíveis destinos. O objetivo é separar o que foi confirmado do que está desconhecido, e não forçar a identificação de três lugares.

Partida 2: escolha um momento para reavaliar o loot inicial

Por exemplo, depois de cerca de 90 segundos, pergunte: “O que ainda falta?”, “O time já consegue se mover?”, “Qual área vamos observar agora?” Se faltar preparação, vocês podem continuar; se houver perigo, saiam antes. Ao revisar, importa mais ter escolhido o próximo passo com um propósito do que ter obedecido ao cronômetro.

Partida 3: antes de ir na direção dos tiros, escolha onde observar e por onde recuar

Considere a saída de um prédio, uma passagem para o anel ou uma posição elevada. Confira se o caminho é seguro e se você consegue chegar ao mesmo tempo que os aliados. Não trate chegar primeiro à saída como a condição de sucesso: decidir não se aproximar quando a situação está ruim também faz parte do exercício.

Depois, veja se criou uma oportunidade de atirar, se preservou a cura necessária e se ficou longe demais do time. Mesmo que o dano não aumente, entender onde as oportunidades se perderam já torna mais concreto o que testar em seguida.

Durante a partida, troque a explicação longa por lembretes curtos

Não dá para reler este artigo inteiro no meio do combate. Para lembrar da ideia, frases curtas assim já bastam:

  • Não siga só os tiros: olhe o próximo caminho.
  • Antes de atirar, escolha a cobertura para voltar.
  • Outro ângulo, mas com ajuda do time ao alcance.
  • Sem mira 2x, pense na distância em que você enxerga.
  • Antes de cortar a cura, revise o dano recebido e a volta à luta.

Se usar o lema “Não procure inimigos: coloque-se no caminho deles”, não entenda isso como uma ordem para parar de localizar os adversários. Confirme onde estão e use essa informação para escolher a próxima posição. O lembrete inclui as duas partes.

Para ter mais tempo de tiro, revise também o que faz antes e depois

Quando o dano não aumenta, a mira pode ser parte do problema. Mas, se você encontra inimigos sem alcançar uma posição de tiro, toma tanto dano que fica muito tempo fora da luta ou não chega a tempo de ajudar os aliados, há outros pontos para melhorar.

Use as informações do começo. Pare uma vez para pensar durante o loot. Observe as saídas, além do centro dos tiros. Preserve um lugar para voltar depois de atirar. Combine com o time o momento de entrar no combate.

Esses hábitos não servem para forçar você a atirar sem parar. Servem para criar mais situações em que consiga atirar quando necessário e continuar vivo para tomar a próxima decisão.

Na próxima partida, antes de mexer de novo na sensibilidade, observe uma única coisa: “Onde eu perdi uma oportunidade de atirar?” A partir daí, procure mais momentos para usar a mira que você já treinou.

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