1. A contradição: bruxos perigosos, objetos mágicos legais
Na obra, os humanos usam objetos mágicos. Os bruxos são vigiados e perseguidos, mas a tecnologia mágica controlada pelos humanos é aproveitada.
Bruxo
Decide por conta própria, cresce e pode se rebelar
→ impossível de controlar
Objeto mágico
Dá para fixar o uso, o dono e o jeito de desligar
→ controlável
O problema não é só o perigo. O que importa é quem é dono da magia e quem lucra com ela.
2. Talvez só o poder esteja sendo passado para as ferramentas
Ainda não foi explicado como os objetos mágicos são fabricados. A hipótese mais óbvia é esta:
Capturar um bruxo
→ analisar a magia única dele
→ extrair ou copiar o poder
→ selar numa ferramenta
→ os humanos usam
Se existir alguém com uma magia capaz de tirar poderes e entregá-los a outros, isso bastaria para sustentar toda a indústria da Agência de Vigilância.
3. A amnésia do Garoto da Roda e a "transferência de memória"
Se há um personagem que perdeu não só o poder, mas também as memórias, o que é extraído talvez não seja a força mágica em si, e sim as memórias, a personalidade e a experiência necessárias para usar o poder.
A pessoa
O corpo continua
Perde memórias, habilidades e parte da personalidade
O objeto mágico
Guarda como usar o poder
Memórias do passado
Resquícios de uma personalidade
Manter a pessoa viva enquanto se extrai a personalidade para transformá-la em ferramenta combina mais com a crueldade institucional desta obra do que matar para ficar com o poder.
4. O volume 3 confirma a ligação entre objetos e memórias
Segundo a sinopse oficial do volume 3, no instante em que Nona passa a agulha por um colar quebrado, o passado de Raroudo e Giiru invade a mente dela e, seguindo os "fios de causa e efeito", as memórias dos dois são desfeitas como um novelo.
Isso mostra que Altare consegue se conectar não só com a estrutura física de um objeto, mas também com as relações, o passado e as memórias que ficam nele.
Consertar um objeto
→ conectar-se à causalidade que ficou nele
→ ler memórias do passado
A partir daí, é natural que o poder evolua para costurar memórias de volta em quem as perdeu.
5. O poder da protagonista é o antídoto contra o sistema inimigo
Se a Agência de Vigilância é uma organização que separa as pessoas de seus poderes e memórias, Nona é a protagonista que volta a uni-los.
O inimigo
Separar, extrair, selar, controlar
Nona
Conectar, consertar, devolver, libertar
É bem provável que, no final, o papel dela não seja só destruir os objetos mágicos, mas devolver os poderes e as memórias selados aos seus verdadeiros donos. O poder da protagonista não é uma técnica de luta, e sim a peça feita sob medida para resolver o problema central da história inteira.
