Descrição: Entenda o significado de P(doom), a música original de 2024, a versão Claude Pop de setembro de 2026, os clipes de criadores diferentes e as reações documentadas.
“I'm Upping My P(doom)” é um meme musical que transforma o medo de uma catástrofe causada por inteligência artificial em uma canção pop animada. A música surgiu em 2024, ganhou uma versão chamada “Claude-Pop” em setembro de 2026 e inspirou videoclipes produzidos com ferramentas de IA. A ironia é irresistível: uma música preocupada com os perigos da IA virou vitrine das habilidades criativas da própria IA. [1][2][3]
O que quer dizer P(doom)?
O P representa probabilidade; “doom” remete a uma catástrofe. Em discussões sobre segurança da IA, P(doom) é a estimativa pessoal de que a tecnologia possa causar um desastre grave. “Upping” significa aumentar essa estimativa. A letra também fala em “FOOM”, hipótese de um crescimento extremamente rápido da capacidade de uma máquina. [1] Não é uma taxa de risco universal calculada por um órgão científico. A piada está em transformar um debate complicado em um refrão que gruda na cabeça.
Afinal, a música é de 2024 ou de 2026?
As duas datas se referem a etapas diferentes. Osmarks, que participou da composição, explica que MusicPerson criou o trecho inicial e que ele ampliou a letra em abril e novembro de 2024, com sugestões de outras pessoas e alguma ajuda de modelos de linguagem. A gravação original foi gerada no Udio. [1] Em 9 de setembro de 2026, deckard (@slimer48484) publicou uma nova versão feita no Suno, identificada como “Claude-Pop”. [2] Quem fez o arranjo da música não é necessariamente quem criou as animações.
Em 22 de setembro, John Heibel apresentou um videoclipe animado com Claude Code. O repositório público traz o roteiro visual, nove capítulos, código de desenho e ferramentas para gerar o arquivo final. Segundo o criador, ele forneceu orientações sobre o personagem e a estética; a IA produziu o planejamento das cenas e a implementação. [3] Em 27 de setembro, mexicat lançou outro clipe, com palavras sincronizadas à batida e gráficos em movimento, também com código aberto. [4] Um conta uma história visual; o outro transforma as letras em dança tipográfica. Mesmo áudio, projetos diferentes.
Qual foi o alcance e como o público reagiu?
Segundo o registro do Post-Cutoff, a versão de Heibel tinha cerca de 2,89 milhões de impressões no X e 190 mil reproduções no YouTube até 14 de outubro. [6] Impressões e reproduções são métricas distintas, então não faz sentido somá-las como um total de visualizações. Em uma conversa no Reddit em 23 de setembro, participantes comentaram a melodia viciante, a origem da música em 2024 e o que a animação sugere sobre criatividade com IA. [5] Outros criadores publicaram códigos, versões visuais e até músicas de resposta; uma galeria de fãs reuniu exemplos em 17 de outubro. [4][7]
O percurso comprovado passa por X, Reddit, YouTube e repositórios de programação, sobretudo em comunidades que publicam em inglês. Não há aqui uma medição comparável de popularidade por país. O uso de IA na produção do vídeo também não transforma o cenário catastrófico da letra em fato.
Conclusão: o alerta sobre IA virou demonstração de IA
A letra toca o alarme, a batida dá vontade de dançar e os clipes foram feitos com ajuda da tecnologia criticada. Para completar, os criadores compartilharam o código. A música dizia que a chance de desastre estava aumentando; o que o público viu aumentar foi a capacidade da IA de fazer videoclipes. Esse contraste é a graça de Claude Pop.
- osmarks: origem da música e comentários sobre a letra
- deckard: publicação de Claude-Pop em 9 de setembro de 2026
- John Heibel: código e relato de produção da animação
- mexicat: outro videoclipe, código e créditos
- Reddit: discussão de 23 de setembro de 2026
- Post-Cutoff: registros por plataforma em 14 de outubro
- pdoomvideo.com: galeria de fãs em 17 de outubro
Verificado em 19 de outubro de 2026. Os números são registros datados de terceiros, não medições diretas atuais. O vídeo original do X não pôde ser reproduzido diretamente; a autoria foi conferida na documentação pública dos criadores.







